Monday, November 23, 2009

Desejos Pendurados

Meus natais tinham uma árvore gigante
Com espelhos coloridos que refletiam os desejos nela pendurados

Certa vez, olhei para um destes espelhos e vi a face gigante de uma criança loira com cabelos cacheados

Ali, seu rosto estava vermelho

Quando olhei para outro espelho, seu rosto estava dourado

Mais um espelho e vi a ceia, os presentes e o menino Jesus todo verde em um presépio iluminado

Vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas num tom vermelho avibrantado


Depois, vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas mudarem de lugar, de estação e de cor
De verde para rosa, de rosa para branco e de branco para um cinza prateado

Vi nos espelhos, lá atrás dos óculos, o cabelo loiro cacheado da criança que se admirava com o reflexo das coisas que não entendia
As coisas que hoje são o seu reflexo.



Tuesday, August 11, 2009


Companheira de noites mal dormidas,

a poesia é traça prateada que colore meu caderno com fios de luar.

É lá onde me deito, deleito e durmo.

Anjos barrocos embalam meu sonhar.


Lúcia Gorini



Friday, July 24, 2009

INSTALAÇÃO

Um dedo na boca, um olho no mar e o doce de morango sujando o verde da poltrona.
3 crianças, seus avós e um jardim bem cuidado.
17 anos de natação, 19 medalhas e apenas o não do maiô azul registrado.
Melhores amigas, sorrisos, santos, espirítos, recados e recortes de jornal.
Assim é a vida:costurada e pendurada com mil alfinetes em meu mural.
Lúcia Gorini - http://www.poemadia.blogspot.com/

Thursday, May 21, 2009

MARCAS

Como o poema de hoje é pra marcar mesmo, ele está lá: poemadia.blogspot. com e, está aqui, no poemalucia.blogspot.com.

Me marcou por várias razões, espero que marque vocês! :-)


" Como a chuva que cai do céu na primavera ausente,



As folhas como lágrimas, em meu rosto vão.



Não são verdes, nem vermelhas, cinzas, ou secas.





As folhas do meu rosto,



amarelas, são".

Bjo,
Lúcia


Wednesday, May 20, 2009

Black Out

Da sua boca saíam borboletras
Descobrindo o céu
azul escuro noite
Transformando a madrugada
rosa vinho mel
Invadindo meus sentidos
Brancos, perdidos (interrogação)
Black out!
Seu hálito cheirava a poesia.

Wednesday, April 22, 2009

Passado

Você passou de carro na rua por mim e eu te vi, mas fingi não vê-lo.
Passou de novo. Eu te vi. Fingi não vê-lo.
Passou mais uma vez, e eu atendi o telefone
para não gritar teu nome.

EU ME SEGUREI NO PRESENTE.

Você, passou.

Tentativas

Tentei, inspirei, transpirei e saiu um poema!
Tá lá, publicado no poemadia (www.poemadia.blogspot.com)
Hoje é o dia de vocês postarem seus comentários!

Bjo, Lúcia Gorini

Saturday, March 21, 2009

Protocolando

Arte: Gilian Gomes
Confira no poema dia a postagem do dia 22.03.2009


Castelo de Poesia

Construo meu castelo,
(interno)
Com paredes de poesia.

A poeira que vem da rua,
(flutua)
Mas, não vai para baixo do tapete.
Fica do lado de fora enfeitando meus orixás.