Meus natais tinham uma árvore gigante
Com espelhos coloridos que refletiam os desejos nela pendurados
Certa vez, olhei para um destes espelhos e vi a face gigante de uma criança loira com cabelos cacheados
Ali, seu rosto estava vermelho
Quando olhei para outro espelho, seu rosto estava dourado
Mais um espelho e vi a ceia, os presentes e o menino Jesus todo verde em um presépio iluminado
Vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas num tom vermelho avibrantado
Depois, vi a àrvore, a casa, as coisas e as pessoas mudarem de lugar, de estação e de cor
De verde para rosa, de rosa para branco e de branco para um cinza prateado
Vi nos espelhos, lá atrás dos óculos, o cabelo loiro cacheado da criança que se admirava com o reflexo das coisas que não entendia
As coisas que hoje são o seu reflexo.
Monday, November 23, 2009
Tuesday, August 11, 2009
Friday, July 24, 2009
INSTALAÇÃO
Um dedo na boca, um olho no mar e o doce de morango sujando o verde da poltrona.
3 crianças, seus avós e um jardim bem cuidado.
17 anos de natação, 19 medalhas e apenas o não do maiô azul registrado.
Melhores amigas, sorrisos, santos, espirítos, recados e recortes de jornal.
Assim é a vida:costurada e pendurada com mil alfinetes em meu mural.
Lúcia Gorini - http://www.poemadia.blogspot.com/
3 crianças, seus avós e um jardim bem cuidado.
17 anos de natação, 19 medalhas e apenas o não do maiô azul registrado.
Melhores amigas, sorrisos, santos, espirítos, recados e recortes de jornal.
Assim é a vida:costurada e pendurada com mil alfinetes em meu mural.
Lúcia Gorini - http://www.poemadia.blogspot.com/
Thursday, May 21, 2009
MARCAS
Como o poema de hoje é pra marcar mesmo, ele está lá: poemadia.blogspot. com e, está aqui, no poemalucia.blogspot.com.
Me marcou por várias razões, espero que marque vocês! :-)
" Como a chuva que cai do céu na primavera ausente,
As folhas como lágrimas, em meu rosto vão.
Não são verdes, nem vermelhas, cinzas, ou secas.
As folhas do meu rosto,
amarelas, são".
Bjo,
Lúcia
Me marcou por várias razões, espero que marque vocês! :-)
" Como a chuva que cai do céu na primavera ausente,
As folhas como lágrimas, em meu rosto vão.
Não são verdes, nem vermelhas, cinzas, ou secas.
As folhas do meu rosto,
amarelas, são".
Bjo,
Lúcia
Wednesday, May 20, 2009
Black Out
Da sua boca saíam borboletras
Descobrindo o céu
azul escuro noite
Transformando a madrugada
rosa vinho mel
Invadindo meus sentidos
Brancos, perdidos (interrogação)
Black out!
Seu hálito cheirava a poesia.
Descobrindo o céu
azul escuro noite
Transformando a madrugada
rosa vinho mel
Invadindo meus sentidos
Brancos, perdidos (interrogação)
Black out!
Seu hálito cheirava a poesia.
Wednesday, April 22, 2009
Passado
Você passou de carro na rua por mim e eu te vi, mas fingi não vê-lo.
Passou de novo. Eu te vi. Fingi não vê-lo.
Passou mais uma vez, e eu atendi o telefone
para não gritar teu nome.
EU ME SEGUREI NO PRESENTE.
Você, passou.
Passou de novo. Eu te vi. Fingi não vê-lo.
Passou mais uma vez, e eu atendi o telefone
para não gritar teu nome.
EU ME SEGUREI NO PRESENTE.
Você, passou.
Tentativas
Tentei, inspirei, transpirei e saiu um poema!
Tá lá, publicado no poemadia (www.poemadia.blogspot.com)
Hoje é o dia de vocês postarem seus comentários!
Bjo, Lúcia Gorini
Tá lá, publicado no poemadia (www.poemadia.blogspot.com)
Hoje é o dia de vocês postarem seus comentários!
Bjo, Lúcia Gorini
Saturday, March 21, 2009
Castelo de Poesia
Construo meu castelo,
(interno)
Com paredes de poesia.
A poeira que vem da rua,
(interno)
Com paredes de poesia.
A poeira que vem da rua,
(flutua)
Mas, não vai para baixo do tapete.
Fica do lado de fora enfeitando meus orixás.
Fica do lado de fora enfeitando meus orixás.
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